Oposição Bancária indica rejeição da proposta apresentada pelos Bancos

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A proposta apresentada pela Federação dos Bancos de 10% de reajuste salarial e 14% para os vales refeição para os bancários será votada hoje em assembleias pelo país. A Oposição Bancária irá indicar a rejeição da proposta, se opondo a orientação do Comando Nacional da Greve, ligado à CUT.

A oposição orienta ampliar movimento grevista, que já dura mais de 20 dias, e entende que é possível arrancar mais dos banqueiros, pois, mesmo com a crise financeira, este foi o setor que mais lucrou, com uma produtividade de 27%.     Somente no primeiro trimestre, os cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa e Santander) acumularam R$ 33,6 bilhões de reais líquidos em lucratividade. “É um dos únicos setores que nadam em dinheiro enquanto os bancários e a população se afogam em dívidas. Portanto, nada justifica a choradeira dos banqueiros”, aponta em nota a Oposição.

Não há aumento real e as reivindicações específicas apresentadas ao Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal não foram atendidas. Os bancos ainda querem punir os trabalhadores com compensação das horas que, embora seja parcial, é considera injusta pela Oposição Bancária. Citam o exemplo do Banpará (Banco do Estado do Pará) em que todas as horas foram anistiadas.     É possível conquistar mais e unificar luta com outros setores em greve

A força da greve dos bancários demonstra que é possível conquistar uma melhor proposta.  Os dados da própria CONTRAF/CUT apontam que mais de 12 mil locais de trabalho paralisaram suas atividades. “A greve dos bancários já começou mais forte que a do ano passado, tem se fortalecido e tem condições de ser ampliada”, reforça a Oposição.

Na quinta-feira (29) os petroleiros devem entrar em greve o que reforça ainda mais a luta dos bancários para garantir uma proposta melhor.     Nem o Comando Nacional tem unidade para aprovar a proposta     A proposta sequer convenceu o conjunto do comando nacional. Sindicatos importantes, como o da Bahia e o de Brasília, posicionaram-se no comando contra a indicação de aprovação da proposta. Além disso, os sindicatos ligados à oposição bancaria (Bauru, Rio Grande do Norte e Maranhão) defenderão a rejeição da proposta.

A oposição orienta continuar em greve e exigir que os bancos e o governo atendam as reivindicações:

Na Caixa:     Saúde não se negocia: fim das metas e do assédio. Não ao GDP! Isonomia já: licença prêmio para os novos! Contra a privatização das loterias! Em defesa da Caixa 100% pública: contra o PL555, que transforma as estatais em empresas de capital aberto!

No Banco do Brasil:     Não à chantagem e dependência das comissões: aumento do piso, aumento do interstício do PCR, pontuação de mérito para escriturários, aumento na pontuação de mérito dos caixas, concursos internos para ascensão profissional e incorporação das comissões aos salários. Isonomia de direitos e fim da discriminação aos incorporados; Solução para o deficit da CASSI Estabilidade no emprego para todos os bancários e contratação de mais funcionários! Contra o ajuste fiscal e a “agenda Brasil”.

QUE OS RICOS PAGUEM PELA CRISE. 0,12% não dá! Os banqueiros podem dar mais!