Perigo a vista! Privatização dos terminais de ônibus

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O prefeito Roberto Claudio (PROS) anunciou que o processo de privatização dos sete terminais de ônibus do transporte coletivo de Fortaleza, teve inicio. A licitação para terceirizar a administração dos sete terminais e entregá-los a iniciativa privada começou dia 20/8 e se encerrará dia 6 de outubro.

Atualmente os terminais de integração são administrados pela Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), sistema público financiado pelo Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor) da prefeitura. A privati-zação dos terminais é um duro golpe ao trans-porte público e consequentemente à categoria e a população. E um grande negócio para a(s) empresa(s) que passarão a gerenciá-lo, pois serão quase “donas” do espaço.

O prefeito utiliza dois argumentos para justificar a privatização. Primeiro ele diz que o custo mensal de manutenção dos sete terminais é de R$ 2 milhões por mês e a prefeitura necessita econo-mizar esse dinheiro. Em seguida afirma que é para “melhoria” dos terminais.

Duas mentiras! Os terminais são lucrativos. Neles circulam 1,1milhão de passageiros diariamente, multiplicando isso pelo valor da tarifa, temos uma ideia do quanto é rentável. Mas do dinheiro arrecadado, a prefeitura, ETUFOR e SINDIÔNI-BUS não investem em segurança, infraestrutura, banheiros para melhorar a situação degradante dos terminais. E agora querem usar o discurso de que para melhorar os terminais tem que privatizar. A outra mentira de Roberto Claudio é esconder que a privatização de tudo que é público, terminais de ônibus, aeroportos, portos, rodovias, Metrôs, é a ordem dos atuais governos para garantir o ajuste fiscal que significa reduzir gastos do orçamento público, retirar direitos e privatizar.

Um exemplo de privatização de terminais foi a do Terminal Rodoviário João Tomé. Depois que foi privatizado, o usuário paga altíssima taxa de embarque, lanches caríssimos e até para usar o banheiro tem que pagar. A privatização dos terminais de integração é um prejuízo para os motoristas e cobradores que poderão ter suas atividades sindicais e de luta criminalizadas. Também é prejuízo para a população que terá menos segurança e vai ter que pagar por qualquer serviço. O maior de todos os riscos é o aumento da tarifa de ônibus.