Ato contra a violência no transporte coletivo

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O SINTRO, com o apoio da Central Sindical CSP-Conlutas, central à qual é filiado, realizou ontem, dia 20 de janeiro, um ato no Terminal de Messejana contra a violência no transporte coletivo. O ato foi uma resposta à tentativa de assalto na última segunda-feira, 18 de janeiro, que terminou com o cobrador da linha Barroso-Centro, baleado. No entanto, esse foi apenas mais um dos vários casos que ocorrem no cotidiano da capital. Já está virando rotina cobradores, motoristas e usuários serem vítimas de assaltos no transporte coletivo.

O crescimento dos assaltos dentro dos ônibus e terminais é só uma das facetas do crescimento da violência em Fortaleza. Em 2015, a cidade ganhou as manchetes do país como “a capital do homicídio” e fechou o ano perdendo apenas para Rio de Janeiro e São Paulo.

A cada quatro homicídios registrados em Fortaleza ao longo do mês de janeiro de 2015, três ocorreram em bairros mais afastados do Centro, muitos deles na periferia. Infelizmente, em janeiro de 2016, continua sendo nessa região, Conjunto Ceará, Granja Portugal, Bom Jardim, Genibaú, onde mais ocorrem os homicídios, roubos e furtos.

Por isso, os cobradores e motoristas dessas linhas de ônibus, assim como, a população, são as maiores vítimas da violência. Apesar do governo Camilo Santana, gastar rios de dinheiro com propaganda de que a segurança pública está melhorando, a realidade mostra o contrário. Também o prefeito Roberto Cláudio gasta muito com propaganda, tentando convencer o usuário e os trabalhadores de que o transporte coletivo em Fortaleza está melhorando, que agora temos ônibus com ar condicionado, terminais privatizados, etc. Mas o cotidiano dos “arrastões” dentro dos ônibus, do número de cobradores e motoristas baleados, só cresce.

Porque cresce a violência?

Fortaleza acompanha o cenário nacional de crescimento gigantesco do desemprego, inflação nas alturas, aumento na tarifa do transporte (não esqueçamos que em Fortaleza, o prefeito liberou dois aumentos da tarifa para os empresários de ônibus somente em 2015), crise na saúde pública, crise na educação pública, retirada de direitos dos trabalhadores e da população pobre. Como esperar redução da violência? Os governantes e empresários estão piorando as condições de vida da população pobre enquanto eles continuam vivendo muito bem. O aumento do tráfico de drogas e da violência não se combate com o crescimento da violência policial. O aumento da pobreza e da miséria é terreno fértil para o crescimento da violência.

O ajuste fiscal e ataques aos trabalhadores, implementados pelos governos Dilma (PT), Camilo Santana (PT) e Roberto Cláudio (PDT), em parceria com os empresários e banqueiros, impulsiona o aumento da pobreza e, portanto, da violência. É preciso mais do que nunca lutar para derrotar essas políticas e estes governos, assim como a oposição de direita PSDB, PMDB e demais partidos que dão o aval a essas políticas patronais.

E é isso que o SINTRO está fazendo, convocando a categoria e os usuários a não silenciar frente este quadro de crescimento da violência. Ano passado reivindicamos em nossa campanha salarial que os empresários, a prefeitura e a ETUFOR apresentassem uma solução para o problema da violência no transporte coletivo, mas estes senhores nada fizeram. Nossa campanha salarial e nossa luta este ano, deve unir nossa categoria para arrancar maior segurança. Só nossa luta conquista companheiros!