25 de novembro é dia de luta contra a violência à mulher

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O combate à violência contra a mulher é uma luta de homens e mulheres da classe trabalhadora e o SINTRO se soma a essa luta. O 25 de novembro é marcado como Dia Internacional pelo Fim da Violência contra a mulher. Nesta data, o Movimento Mulheres em Luta (MML), filiado à Central Sindical CSP-Conlutas, à qual o SINTRO também é filiado, realiza atos simultâneos em várias cidades do país e estará com o SINTRO realizando ato no terminal do Papicu. O objetivo é denunciar a crescente escalada de violência contra as mulheres, principalmente às mulheres trabalhadoras.

 

Cresce a violência

No dia 9 de novembro, foi divulgado o Mapa da Violência – Homicídio de Mulheres no Brasil 2015. O Brasil ocupa a 5ª posição de maiores assassinatos de mulheres entre 83 países do mundo.  A média é de 13 mulheres assassinadas por dia. O estudo revela ainda que 50,3% das mortes violentas de mulheres são cometidas por familiares e 33,2% por parceiros ou ex-parceiros. Além disso, o país amarga o índice de cerca de 50 mil casos de estupros ao ano. No Ceará, entre janeiro e julho deste ano153 mulheres foram vítimas de crimes violentos e letais.

Mas, a violência não se manifesta apenas nos casos de assassinatos(feminicídio). O Brasil é o país de maior diferença salarial entre homens e mulheres, segundo pesquisa da Organização para Cooperação do desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgada 24 de novembro. E não podemos esquecer o assédio no transporte coletivo que também é uma forma de violência, inclusive uma das que mais afeta a ampla maioria da população feminina.

 

Contra o machismo e o assédio na categoria

Os rodoviários, com as motoristas e cobradoras à frente, necessitamos organizar uma forte luta contra o machismo e o assédio moral e sexual, dentro da categoria e dentro dos ônibus. Devido ao machismo, a maioria das empresas discriminam as mulheres na hora de contratar, dando espaço somente na cota de “pessoas portadoras de deficiência”. É preciso seguir o exemplo de rodoviários do Amapá que conseguiram arrancar dos empresários a contratação de 5% de mulheres em cada empresa. Lutar também por condições de trabalho para as cobradoras e motoristas como banheiros exclusivos nos terminais e final de linhas para que não estejam expostas ao assédio e violência.

Chega de machismo e abuso sexual dentro dos ônibus

São alarmantes os casos de abuso sexual dentro dos ônibus lotados atingindo as trabalhadoras, estudantes e mulheres pobres. A prefeitura e empresários incentivam essa situação já que visam apenas o lucro e por isso impõem os ônibus rodarem “abarrotados” de passageiros. Necessitamos organizar as mulheres e homens da categoria, juntamente com o SINTRO, demais entidades filiadas à CSP-Conlutas e Movimento Mulheres em Luta, a construir uma ampla campanha contra o abuso sexual nos ônibus, porque esta é uma das mais rotineira forma de violência a que estão expostas as mulheres.

Derrotar o ajuste fiscal de Dilma e da direita. Fora Cunha e seu PL 5059

Em vez de adotar políticas públicas para combater a crescente da violência, o governo Dilma(PT) aplica um ajuste fiscal que piora a situação da mulher trabalhadora. Retirou o status de ministério da secretaria de políticas para as mulheres e investiu míseros 26 centavos para cada vítima de violência, nos últimos 10 anos. Se não bastasse, Dilma cortou cerca de R$11 Bilhões da educação, refletindo R$ 3,5 Bilhões das creches, e também cortou R$ 17,23 Bilhões do orçamento do ministério das cidades, o que comprometeu a 3ª etapa do programa “Minha casa, minha vida” cujo título saía no nome das mulheres.

Além dos ataques de Dilma, o Projeto de Lei 5069 do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) aumenta a violência contra a mulher já que retira um direito das mulheres já garantido no Código Penal, dificultando ainda mais o atendimento às mulheres vítimas de estupro. Por isso, as trabalhadoras devem se organizar e lutar contra todos esses ataques que contribuem para o crescimento da violência. Lutar contra toda forma de violência, contra o ajuste fiscal de Dilma e da direita, contra o PL 5059 e pelo Fora Cunha.

 

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